sexta-feira, 11 de maio de 2012

Publicamos aqui dois textos elaborados pelos alunos para o concurso de leitura, alusivos ao tema “VIDAS” e outros dois que, pela sua relevância, foram selecionados para o mesmo concurso.
Quando somos pequenos, do tamanho de um botão,
Ainda não sabemos o que nos espera… apenas dentro de nós
Cresce uma força, a de viver.
Crescemos a ouvir “Quando fores grande tens de…!”.
E na verdade, quando somos grandes nada daquilo fizemos…
A vida, ainda me é muito estranha, vivi muito pouco, e pouco sei dela e de mim…
É um tema muito diferente para cada um de nós, mas ao mesmo tempo, é comum a todos.
Por isso, acho que a vida tem muitas caras, ora fácil, ora difícil mas todas elas, nos levam a um movimento, o de viver.
Viver é aprender,
O que se quer saber;
Sonhar e criar:
Um futuro por nascer

Gabriela Silva – 8º C



LIFE

The definition of life is complicated
Some lifes are bad
Some lifes are good
You could hate your life
But that doesn’t mean you should.

If life is bad
You have to be strong
Put on a smile
And keep pushing on.

Don’t stop fighting
Even when you’re hit
Stand up
And don’t quit.

Don’t be afraid
You won’t fail
Explore the world
And get out of your own jail.
To live your life
The best you can.

Ruben Santos – 7º F




Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é não ter medo Pedras no caminho?
Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo...".

Olavo Bilac (jornalista e poeta brasileiro)




Vida


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.


Augusto Branco (poeta brasileiro)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quando noticiámos a visita de estudo à Torre do Tombo com a turma do 7º F, pedimos que aguardassem novidades, porque a BE iria explorar todo o entusiamo revelado pelos alunos e envolver os professores numa atividade articulada, estabelecendo uma ligação entre o que lhes foi dado a conhecer na visita e o currículo escolar. Um texto dramático nasceu da inspiração de um elemento da equipa da BE – a professora Isabel Ribeiro. O professor de língua portuguesa - Paulo Franco - adaptou e encenou o texto num trabalho árduo com os alunos, que se revelou também um grande desafio para todos aqueles que, directa ou indirectamente, se envolveram neste projecto.

Os alunos treinaram a memória, a concentração, a colocação de voz, a expressividade, o espírito de grupo e o sentido de responsabilidade.

Tivemos oportunidade de assistir ao resultado de todas estas aprendizagens no dia 20 de Abril, em que a turma fez quatro sessões de apresentação da peça de teatro – (Re)viver a História, uma recriação da visita à Torre do Tombo, no âmbito da Semana das Expressões.

DEIXAMOS AQUI ALGUMAS IMAGENS


Texto da peça de teatro - "(RE)VIVER A HISTÓRIA"

NOVO PASSATEMPO DA BIBLIOTECA ESCOLA

DE 03 DE MAIO A 11 DE MAIO

Uma data tão importante da nossa história recente, como o 25 de Abril de 1974, não podia deixar de ser assinalada pela BE, desta vez através de um passatempo com resposta on-line, mediante consulta de um placard informativo preparado com recortes da imprensa da época. 
Participa!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Passatempo nº 6 - A figura mistério


Nasceu em Veneza, em 4 de Março de 1678. Foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre ruivo") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. Tocava violino. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").
Tal como muitos outros compositores da época, terminou a sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que tiveram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, pelo que terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições, e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial. Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da proteção real e de fonte de rendimentos. Faleceu pouco tempo depois, no dia 28 de julho de 1741. Encontra-se sepultado na Universidade Tecnológica de Viena, na Áustria. Foi-lhe dada sepultura anónima de pobre. Igualmente desafortunada, a sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.

segunda-feira, 26 de março de 2012


A figura mistério do passatempo nº 5 é Frédéric François Chopin, famoso compositor e pianista da era romântica. Parabéns aos alunos que participaram no passatempo! 

sexta-feira, 23 de março de 2012

VIDAS (IN)ANIMADAS!

A propósito de tudo e de todos, se podem contar "HISTÓRIAS DE VIDAS"!
Deixamos aqui três exemplos de escrita criativa, realizados sob orientação do professor de Língua Portuguesa numa atividade articulada com a BE.


O meu nome é Relâmpago Mcfinny. Nasci no meio de uma tempestade, numa nuvem negra.
Foi no dia nove de Dezembro de dois mil e vinte que eu saí das nuvens, nos Estados Unidos, e se os gregos ainda acreditassem na sua mitologia, eu seria a arma de Zeus ou o sinal da fúria dos deuses.
O meu pai fora um trovão, a minha mãe, uma corrente elétrica, e foi graças a eles que eu pude descer rapidamente do céu.
Ainda me lembro dos tempos em que eu andava na academia de relâmpagos. Nessa academia aprendi a ser rápido como a luz e silencioso como um ladrão, mas graças ao meu amigo Trovão Traquinas, que conheci na aula de meteorologia, o meu disfarce estava sempre a ser descoberto. E isto acontecia porque o Trovão Traquinas fazia um barulho do outro mundo.
Quando acabei a academia, recebi o meu diploma, que simbolizava o meu poder como relâmpago.
Foi nesta academia que eu tive a minha primeira paixoneta pela Nuvem Branca, suave como mármore e fofinha como algodão, mas infelizmente ela não me amava. Tão depressa me enchia de alegria… como de tristeza.
Uma pessoa que me marcou muito foi o herói Eletricidade, que era forte e que podia iluminar todas as casas da Europa à América.
Já contei tudo sobre a minha vida e agora está de irromper do céu rasgando a vastidão de nuvens à minha volta.
Lá ia eu com a força de uma explosão nuclear e parti ao meio uma macieira incendiando as folhas e torrando as maçãs.
Eu morri e orgulho-me disso!
                                                                                                                               Ruben Santos - 7º F



Sou um ser intemporal que acaba de ser fabricado na Suiça na fábrica Omega, sempre a rodar na mesma direção, sempre o mesmo som, sempre o mesmo ritmo, sempre o mesmo tique-taque, sempre…
Estou à venda numa loja da Omega em Nova York e estou guardado numa caixa à espera que alguém me leve e vejo o mundo de outra maneira… e sempre o mesmo tique-taque…
Passa-se um dia, dois dias, três, quatro e… já passou um mês desde que estou preso na mesma caixa, com o mesmo tique-taque à espera que me venham buscar.
Eu quero que uma pessoa famosa fique comigo, porque não quero passar por esta angústia que estou sempre a passar e pela angústia que os meus pais tiveram toda a vida, eu não a quero ter toda a vida!
De repente, entra um velho numa loja e oiço que quer comprar-me, mas eu não quero ir para a mão dele. Eu iria passar toda a vida triste com o mesmo tique-taque chato. Quando me iam tirar da caixa, ele foi-se embora e entrou uma pessoa famosa que me quis comprar… fiquei entusiasmado e excitado, porque me iam comprar e, ainda por cima, era um famoso. Chamava-se Emma Watson.
Ela comprou-me e eu fiquei contente… A casa dela era gigante… em Nova Iorque.
E a minha vida foi sempre a mesma e igual. Eu andava na mão esquerda dela, com os ponteiros a rodar sempre na mesma direção, com o mesmo ritmo, sempre o mesmo tique-taque e só olhavam para mim para ver as horas. Não gostava, não me davam amor, não me faziam cócegas nos ponteiros… e a minha vida foi sempre… assim…
Ricardo Almeida - 7º F


Olá, eu sou uma mina de lapiseira. Sou muito fina e muito frágil. Comecei por vir de uma fábrica. Tenho muita pena de não ter conhecido os meus pais, quero dizer, não sei o que são pais… mas isso não interessa. Depois de sair da fábrica, puseram-me numa caixa esquisita, a seguir senti a caixa a tremer, aquilo metia medo, parecia que estava num filme de terror.
De seguida a caixa abriu-se e retiraram-me dela. Depois puseram-me dentro de uma lapiseira. Puxaram-me para baixo e comecei a ver luz…
Agora, que estou cá fora, vejo umas linhas… Ohhhhh não…!
Raquel Fernandes – 7º F

sexta-feira, 16 de março de 2012

A apresentação do livro "A tua cara não me é estranha" juntou pais e filhos na BE.
Foi um fim de tarde diferente, que proporcionou um agradável convívio entre a escritora e os nossos convidados.
Vejam aqui alguns desses momentos!




segunda-feira, 12 de março de 2012

Estamos muito satisfeitos com a participação dos nossos alunos nos passatempos.
Desta vez, foi o aluno João Dinis Carvalho, do 5º B, que se voluntariou para fazer a pesquisa bibliográfica. Para descobrires a figura mistério dirige-te à estante da "Música" e consulta os livros História da Música (página 20) e O meu álbum da MÚSICA (página 42).
Também podes fazer uma pesquisa na internet, consulta o site:

 http://fragmentos.com.sapo.pt/romantismo/compositores.htm

Passatempo nº 5 - A figura mistério.

PARTICIPA ATÉ AO DIA 23 DE MARÇO
Foi compositor e pianista. Nasceu na aldeia de Żelazowa Wola, ducado de Varsóvia, filho de mãe polaca e de pai francês. Aclamado na sua terra natal como uma criança prodígio, aos vinte anos deixou a Polónia para sempre. Em Paris, fez carreira como intérprete, professor e compositor, De 1837 a 1847 teve uma relação turbulenta com a escritora francesa George Sand. Sempre com a saúde frágil, morreu em Paris aos 39 anos, vítima de tuberculose. 
De acordo com a família do compositor, nasceu em 1 de Março de 1810. Os seus pais tiveram outros três filhos. Em Outubro de 1810, quando tinha sete meses de idade, a sua família mudou-se para Varsóvia, onde o pai assumiu a função de professor de língua e literatura francesa.
A família falava polaco em casa. Cresceu culturalmente na língua polaca e nunca atingiu igual domínio da língua francesa. Era uma criança "aluada, pálida e sentimental", dotada de um instinto musical quase tão agudo quanto o de Mozart.
Durante os seus anos de escola, há rumores de que foi um talentoso retratista e mordaz escritor de cartas.
O jovem recebeu as primeiras aulas de piano da sua irmã mais velha e foi, posteriormente, ensinado por sua mãe. O seu talento musical logo apareceu, ganhando em Varsóvia a reputação de "segundo Mozart". Aos sete anos ele já era autor de duas polonesas (sol menor e si bemol maior).
O prodígio foi destacado nos jornais de Varsóvia, e tornou-se uma atração nos salões da aristocracia da capital. Também começou a dar concertos públicos para caridade. Diz-se que uma vez lhe perguntaram o que pensava que a plateia mais gostava nele; o garoto de sete anos de idade replicou: "a gola da minha camisa".
Ele apareceu pela primeira vez em público como pianista aos oito anos de idade. Em 1848, deu o seu último concerto em Paris. Ele inovou com novas formas musicais, como a balada, e introduziu significantes inovações nas formas existentes, como a piano sonata, a valsa, o nocturno, o estudo, o improviso e o prelúdio. Alguns citam as suas obras como "os principais pilares" do romantismo na música erudita do século XIX. Além disso, mostrou-se nacionalista mesclando a sua música com elementos eslavos; hoje as suas mazurcas e polonesas são fundamentais para a música clássica nacional polonesa.
Nas primeiras horas de 17 de Outubro morreu. Antes do funeral, de acordo com o seu desejo, o coração foi retirado devido ao medo de ser enterrado vivo. Foi posto, pela sua irmã, numa urna de cristal selada, destinada a Varsóvia. O coração permanece até hoje lacrado dentro de um pilar da Igreja da Santa Cruz. Foi enterrado, de acordo com o seu desejo, no Cemitério Père Lachaise. Depois, alguns dos seus amigos polacos foram a Paris, com um jarro de terra proveniente da sua terra natal, e espalharam-na pelo seu túmulo, para que ele se mantivesse em solo polaco. A sua sepultura atrai numerosos visitantes e é invariavelmente enfeitada com flores, mesmo no inverno.



A resposta ao passatempo nº 4 é... Johannes Gutenberg! Foi o primeiro a iniciar uma Revolução na Imprensa no séc. XV. Parabéns aos participantes, mas uma vez todos descobriram a figura mistério.