sexta-feira, 4 de junho de 2021

 No dia 23 de Abril comemorou-se o Dia Mundial do Livro. A CML atribuiu verbas às escolas de 1º e 2º ciclo para oferta de um livro a cada aluno. Nesse dia e durante a semana seguinte foram entregues os livros, em atividade dirigida a todas as turmas, dinamizada pela Biblioteca Escolar. A ocasião foi a oportunidade para celebrar também o 25 de Abril. Como? Com a construção de um livro instantâneo (ver aqui como fazer https://vimeo.com/29489228 ) com informação sobre o tema, em articulação com outros professores e disciplinas de Educação Visual, Português e Cidadania. Aqui ficam alguns registos.


  












terça-feira, 1 de junho de 2021

Falando dos tempos...

Hoje, algum tempo decorrido desde o regresso à escola, ficam aqui as reflexões de duas alunas, em forma de carta, a propósito dos tempos incertos que atravessamos. Eles vão deixar marca e vamos lembrá-los mais tarde, cada um à sua maneira. Sendo a adolescência um período da vida com múltiplas interrogações e fragilidades, mais difícil se torna ultrapassá-lo sem o relacionamento social que é fundamental ao desenvolvimento do ser humano.  

"Atrás dos tempos, vêm tempos e outros tempos hão-de vir" - ouvir Fausto aqui, em https://www.youtube.com/watch?v=wzyTNcZF4qk . Quaisquer que sejam os tempos, é importante que falemos deles, que haja quem esteja atento e seja bom ouvinte. Neste caso, que leiam!

Carta 1:

 11/05/2021

Querido tio,                                                                                                                                          

Sei que não costumo escrever-te, sabes que sempre preferi olhar para o céu estrelado e imaginar que estavas lá a ouvir-me e a olhar por mim. Este ano não tem sido nada fácil... Provavelmente se estivesses aqui irias dizer-me para eu viver a minha vida sem pensar no amanhã, mas... as responsabilidades vêm á tona, e quando me deparo, já preciso ter a minha independência.  Estamos a viver uma pandemia mundial, onde foram milhões de milhões de mortes por conta deste vírus, Covid-19... Para te ser sincera nunca esperei viver um ano tão atípico como este está a ser. Temos o uso obrigatório de máscaras, álcool por toda a parte e não temos contacto físico. Como já deves de imaginar, muitas pessoas não respeitaram as ordens, levando então, os números de casos e de mortes por conta do covid a um nível supremo. Falta de oxigénio nos hospitais por todo o mundo, hospitais a transbordar, pessoas a morrerem por más condições e profissionais de saúde desgastados de tanto trabalhar, foram horas, e horas de turnos seguidos para tentarem salvar o máximo de vidas possíveis. Estou agora no 9ºano, e chegámos a ter que lidar com aulas online em casa pois as escolas foram também uma grande fonte de casos, se estivesses aqui provavelmente irias rir-te e dizer que “no meu tempo não era assim”. Fico feliz por pelo menos não estares aqui a sofrer. Não vou dizer que o meu psicológico está muito bom... pois ele não está nada bem... ter de seguir a mesma rotina, ter de fazer escolhas difíceis para o meu futuro e principalmente ser a ancora dos manos, não está a ser fácil... Ás vezes penso em desistir, mas logo me lembro que não me estaria só a magoar-me, mas como ia desapontar todos á minha volta, principalmente a ti. Agora era a parte onde perguntas como estou a lidar com os meus sentimentos... Bom, é como se eu imaginasse pequenas caixinhas dentro do meu cérebro e coloca-se cada sentimento dentro delas, os meus livros, sim os meus livros, são a única coisa que me faz acreditar em algo, pois é como se eles me levassem até outra realidade e eu me escondesse lá. A nossa imaginação é uma das fontes da nossa felicidade. Provavelmente estás-te a perguntar como este vírus ainda não foi tratado, devido ao avanço da nossa medicina... Bom, profissionais de saúde trabalharam dia e noite até que chegaram vacinas, onde agora estão a ser distribuídas mundialmente, mas infelizmente, os países mais pobres recebem poucas quantidades delas ou nenhuma, sim, o ser humano continua a pensar em economia e no seu próprio umbigo e esquecem aqueles que mais precisam de ajuda. Mas este ano serviu de autoconhecimento para muita gente ou até uma espécie de terapia, pois, quem passa por isto tudo, vê realmente o que é a “destruição” ou então quase conseguimos imaginar a altura da peste negra e da gripe espanhola. Só espero que quando isto passar eu possa sair e tentar viver o resto que me vai sobrar da minha adolescência, muitos acham que sou criança ainda, e que isto tudo não foi nada... mas esses mesmos não sabem as escolhas, as decisões que eu tive de tomar, não falo só por mim mas sim por todos os adolescentes, nós não somos de ferro por sermos jovens, nós também somos humanos, não somos nenhuns robôs sem sentimentos, nós merecemos viver! A cada dia tentamos viver e fazer o que mais amamos, já como Nicholas Sparks diz: “Tenha presente que, por muito duras que estejam as coisas, podemos sempre encontrar outras de que gostamos e sentir-nos gratos pelas oportunidades que a vida nos proporciona.” e eu estou grata pelo que a vida me deu. Dias melhores virão, haja esperança em nós próprios, pois se não a tivermos, quem irá ter? Um dia, estarei contigo novamente na varanda, e espero por boas histórias, com o nosso típico café na mão, enquanto nos riamos e o mundo parava só para nós. Nunca foste uma simples pessoa pra mim, mas sim, uma casa!

Reencontra-me na luz tio, serei a de sorriso largo...

Da tua: Cachinhos Dourados


J. Mesquita - 9º C


Carta 2:

11/5/2021

Eu hoje mando esta carta do meu interior para o vosso, para todo o meu passado, para todo o meu futuro, para tudo que ainda vou construir e para tudo o que já destruí.

Hoje sou o que sou graças a todos aqueles que me apoiaram, os que permaneceram sempre do meu lado, os que me apoiaram na minha escolha seja ela positiva ou negativa. Agradeço também aqueles que apenas fizeram parte, aprendi, cresci, não tenho saudades e estou bem.

Há pouco tempo aprendi que nada é para sempre, não existe uma única coisa, uma única pessoa nem eu mesma que permaneça nesta vida tão passageira, tudo aquilo que acontece com pessoas são aventuras, são memórias, memórias boas e até más mas destas nunca é assim tão bom recordar. Sei tão bem o que é a dor, a dor de sentir que não és suficiente, que és substituível, sei o que é a dor de amar uma pessoa certa na hora errada. Não digo que esqueceria ou apagaria tudo aquilo que se passou porque faz parte, faz parte de mim. A minha mãe sempre me disse para ter cuidado com as pessoas, que nem todas eram de confiança, tínhamos de estudá-las para perceber o que realmente escondiam por trás de tantas coisas positivas, nunca liguei muito a esses conselhos até os viver, e saber que afinal ela sempre esteve certa e eu não acreditava, eu sempre muito envergonhada nunca lhe disse "mãe, tinhas razão" escondia para mim e ficava apenas no meu pensamento junto a mais mil coisas. Coisas essas que magoavam mas não podia contar porque ninguém me entenderia, ou melhor não queria estar a explicar tintim por tintim porque no fim ia existir um "porquê" e a minha cabeça ia ficar mais confusa do que estava antes. Tenho tantos porquês, porquê, porquê... E dizendo tantos porquês nunca houve uma resposta concreta. Como, o porque é que tudo acaba? Porque é que não permanece, apenas fica e tudo de mal passa? Porquê? Exato, ninguém me sabe responder a isso. Por vezes penso em desistir por coisas mínimas que passam na minha cabeça, fico com a autoestima super baixa e até me rebaixo a mim mesma, por ligar demais ao que os outros dizem, o que pensam, infelizmente ligo demasiado ao que os outros irão pensar, espero que com o tempo esse meu receio passe da melhor forma e que desta vez seja eu a ultrapassá-lo sozinha!

Tanto me espera nesta vida tão longa que tenho, eu nunca sei o dia de amanhã mas quero sempre imaginá-lo, pensar detalhe a detalhe e no final mais uma vez saio desiludida porque não foi o que realmente eu esperava, e aí está mais um erro meu, imaginar de mais e achar que tudo vai ser perfeito mas depois é apenas uma desilusão. Não, ainda não aprendi com isso mas também não sei se vou conseguir, e mais um… o ter medo de fazer, de errar, de não ser bem-sucedida. São raras as vezes que acredito em mim, que olho para o espelho e penso eu vou conseguir porque não acredito em mim, não acredito nas minhas capacidades, por mais que me digam que eu consigo eu acho sempre que me estão a iludir só para não ser negativa comigo mesma, depois disso ainda sou mais porque consigo distinguir um conselho de uma ironia.

E agora digo tenham calma, o tempo é curto mas saibam vivê-lo da melhor forma como eu espero viver e alcançar todos os meus objetivos mesmo com todas as minhas inseguranças, no final todos conseguimos e eu acredito que eu também vou conseguir! 

 Covid:

No dia de hoje só se ouve covid, covid, todos esperamos pelo último dia deste bicho que mudou não só a minha vida como a de todos. Difícil de lidar, mas com o tempo já é hábito e a máscara é um novo acessório que todos desesperamos para receber a notícia que já não é preciso usá-la. Subimos, descemos, mantemo-nos firmes desde dezembro de 2019 e esta batalha ainda não acaba por aqui, dia para dia existem mais casos, mais preocupações que não acabam. O mais difícil de tudo é estar longe de quem amamos, não poder ver, não poder tocar apenas ouvir a voz atrás de uma chamada telefónica, ninguém estava pronto para esta conversa.

Hoje, estamos na 2ª fase do de confinamento, ansiosos para entrar numa loja livre das filas infernais, poder passear sem covid, um processo que está a passar por imensos altos e baixos e nunca mais vemos o fim a isto tudo.


Ana Margarida Miguéis - 9º B

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

9 de fevereiro - Dia da Internet Mais Segura 2021

No dia 9 de fevereiro, celebrou-se o Dia da Internet Mais Segura. Noutros anos, as turmas de 5º ano têm sido convidadas a ir à Biblioteca e  tem-se pedido aos alunos que façam um cartaz ou um marcador de livros  sobre o tema, dirigido à comunidade escolar. Para isso, tem-se partido da exploração das dicas que aparecem nojogos do projeto Seguranet. À distância, há tarefas que também podem ser feitas.. Assim, para quem quiser aderir - porque a brincar também se aprende - proponho que os alunos comecem por entrar em alguns dos jogos abaixo, dirigidos aos 1º e 2º ciclos. Também existem outros para o 3º ciclo. 
Procedimentos: À medida que vão jogando, há dicas de segurança que aparecem no écran e que os alunos devem registar num papel. Depois, em papel A4, podem desenhar o cartaz, escrevendo a dica que escolheram e ilustrando-a, com as técnicas que escolherem (pintura, colagem…). Se conseguirem, poderão fazê-lo em computador.
No regresso à escola, havemos de expor os cartazes e podemos até fazer um concurso para escolher o melhor. Quem aceita o desafio? 

sábado, 25 de abril de 2020

Ler livremente


Em dia de liberdade, para miúdos e não só, recomendo dois livros que falam dela: O rapaz da bicicleta azul, de Álvaro Magalhães, e 7x25 Histórias da liberdade, de Margarida Fonseca Santos.